Alimentação Cadavérica
Ramatis “Fisiologia da alma” psicografado por Hercílio Maes “A preferência pela
alimentação vegetariana, no Oriente, fundamenta-se na perfeita convicção de que, à
medida que a alma progride, é necessário, também, que o vestuário de carne se lhe
harmonize ao progresso espiritual já alcançado”.
O vício na alimentação cadavérica é algo muito comum entre muitos brasileiros. O
churrasco de domingo, o peru de Natal, as festas com mesas repletas de animais
mortos são vistos como tradições naturais e até celebradas. Contudo, o ser humano
costuma fazer uma distinção curiosa: não mata para devorar aquele animal ao qual
diz amar, aquele que reside em seu lar, que faz parte de sua família. Mas o animal
que está no campo, no celeiro ou distante de sua realidade é facilmente
transformado em alimento. O que realmente difere o boi, o porco ou as aves do seu
amado cãozinho? O amor é destinado apenas àqueles que chamamos de “animais
de estimação”?
Os animais são nossos irmãos menores na jornada evolutiva, caminhando para o
nosso nível de consciência humana, assim como nos caminhamos para o nível de
anjos. Embora não possuam o mesmo nível de consciência que os seres humanos,
eles sentem dor, demonstram afeto, criam vínculos e sofrem, especialmente quando
separados de seus filhotes. Se todos compartilham da mesma essência da vida, da
mesma origem divina, por que ainda não aprendemos a respeitar plenamente a
existência deles? Seria a ignorância humana de não querer mudar e refletir?
Vivemos em um planeta de muitos avanços tecnológicos e evolução intelectual, mas
ainda não deixamos de lado os hábitos baseados na exploração do sofrimento
animal. Permita-se refletir